Brasil, um país sem preconceito?

"É mais fácil quebrar um átomo do que o preconceito", Albert Einstein.

O Brasil é um país que possui um longo legado de escravidão e opressão social. Com a abolição da escravatura em 1888, o país permitiu uma certa medida de liberdade aos escravos que por séculos vinham sofrendo com a dominação da elite.

Porém, a dominação e exclusão social não deixou de existir após a Lei Áurea, visto que os escravos recém libertos continuaram a ser marginalizados pela sociedade brasileira.

Com a Proclamação da República, em 1889, o Brasil seguindo as correntes modernas de desenvolvimento, buscou corrigir os erros cometidos no passado por "apagar" o regime escravocrata vivido por séculos.

Com essa visão, o Brasil desenvolveu a política de democratização racial, vendendo para o mundo a ideia de que aqui não havia nenhum tipo de preconceito e de que todas as etnias eram respeitas.

Em virtude das muitas mortes causadas por intolerância racial, religiosa e ideológicas vivenciadas durante as duas grandes guerras mundiais, criou-se a UNESCO, a qual tinha o objetivo de evitar novos conflitos raciais.

O Brasil, nessa época manteve sua política de "democracia racial" despertando o interesse da UNESCO e tornando-se um laboratório de civilização, ou seja, essa política vendida ao mundo, tornou-se objeto de estudo para outros países que ainda vivenciavam os preconceitos raciais.

Porém, a UNESCO comprovou, com base em dados estatísticos e pesquisas que essa ideia de democratização era uma hipocrisia e o que havia no Brasil, era um política de tolerância às demais etnias. Sendo assim, comprovou-se que no país existe um preconceito velado e que muitas pessoas ainda são discriminadas pelo seu tom de pele, crenças e ideologias.

É interessante notar que todos os seres humanos, de acordo com a genética, são relativamente igual. Todas as pessoas possuem 30 mil genes, mas o que nos torna fisicamente diferentes uns dos outros são apenas 4 genes.

Portanto, há de se ratificar que não existe base alguma para um ser humano, uma classe social ou país continuar defendendo a tese de ser superiores aos outros. Somos iguais perante a lei, somos parcialmente iguais geneticamente. Os 4 genes diferentes não dão apoio ao preconceito, mas sim apoiam a formação única de cada indivíduo.

Sendo assim, que usemos com sabedoria a capacidade de sermos diferentes e contribuirmos para a formação de uma sociedade focada na diversidade e abandonarmos de vez qualquer resquício de preconceito.